segunda-feira, 10 de julho de 2017

02 – Dylan Dog – O Despertar dos Mortos-vivos (Conrad)




Editora: Conrad
Autores: Tiziano Sclavi (texto) e Angelo Stano (desenhos)
Preço: R$ 4,50 (preço da época)
Número de páginas: 100
Data de Lançamento: Novembro de 2001

Sinopse: Após ver seu marido se transformar em zumbi e posteriormente manda-lo de volta ao mundo dos mortos cravando-lhe uma tesoura na cabeça, Sybil Browning decide contratar Dylan Dog, o mal afamado “Investigador do Pesadelo”, para que ele ajude a descobrir o que, de fato, aconteceu com o seu cônjuge.

Crítica:

Essa edição nº 2 da série da Conrad Editora é, na verdade, uma republicação, uma vez que a aventura de estreia de Dylan Dog já havia sido lançada aqui no Brasil uma década antes pela Record, que levou às bancas as histórias do Investigador do pesadelo em ordem cronológica, de acordo com as publicações originais italianas. Como já resenhamos toda a saudosa série da editora carioca, seria redundante postar novamente nossa análise referente ao roteiro e aos desenhos da aventura, mas, se você ainda não leu, pode fazer isso clicando AQUI.

Vamos então destinar esse espaço para falar um pouco sobre os aspectos físicos dos exemplares lançados pela Conrad. De antemão, devo dizer que, assim como ocorreu ao escrever a crítica da edição anterior, acredito que minha opinião sobre esses quesitos é passível de causar polêmica entre alguns eventuais leitores. Isso se refere ao fato de que conheço vários fãs que consideram a série da Conrad como sendo a que melhor tratamento gráfico deu às publicações do personagem, ao que eu discordo, muito embora respeite a opinião de quem pensa diferente.

Em primeiro lugar, se comparado ao tradicional “formatinho” adotado pela Mythos em suas publicações posteriores do personagem e ao clássico formato italiano, usado pela Record, este modelo escolhido pela Conrad – com 13,5 x 20,5 cm – é o que menos me agradou. A razão para isso é meramente o gosto pessoal mesmo, talvez motivado pela percepção de que este formato, ao ser manuseado durante a leitura, tende a ficar marcado mais facilmente do que os das outras duas editoras.

Provavelmente isso se deve também ao material utilizado na capa. A editora Mythos utilizava em suas capas um papel couché de baixa gramatura que, apesar de ser fácil de rasgar, pela sua maleabilidade acabava não amassando tão facilmente. As capas plastificadas da Record eram ótimas, não só em beleza, como também em durabilidade. Quanto às edições da Conrad, apesar de utilizar nas capas um papel de maior gramatura do que o couché da Mythos, percebi que os meus exemplares estão com muito mais marcas de manuseio, embora o cuidado destinado a todos os volumes das coleções é rigorosamente o mesmo. Além disso, por alguma razão que não sei explicar, com o passar do tempo a tinta da capa tende a ir descascando, principalmente na lombada. Reparei isso não só nos meus exemplares e nos de alguns amigos como também em fotos de edições à venda em sebos e sites de leilões na internet.


A moral da história é que, apesar do material de qualidade aparentemente inferior das edições da Mythos, e do fato de que a série da Record é uma década mais antiga, ainda assim ambas as coleções se conservaram em melhor estado do que os exemplares da Conrad, embora – repito – o zelo dedicado a todas sempre foi igual.

De positivo temos o papel offset branco utilizado no miolo, que, ao contrário do material usado pelas outras editoras, não costuma amarelar com o passar do tempo.


Se somarmos a isso a capa de gosto duvidoso de Mike Mignola – conforme já explanamos na resenha anterior – eu concluiria dizendo que neste nº 2 da Conrad temos uma história muito boa em uma edição nem tão boa assim.

Classificação: 4

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